domingo, 13 de janeiro de 2013

IGREJA CATÓLICA QUER BEATIFICAR PRINCESA ISABEL


Uma questão polêmica, mas ainda pouco divulgada, cerca a figura da Princesa Isabel. Na mesa do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, d. Orani João Tempesta, há um pedido de abertura de um processo de beatificação da autora da Lei Áurea pela Igreja Católica.

Sobre a questão, se posicionam os favoráveis e os que são contra esta beatificação. Os favoráveis são liderados pelo escritor e professor curitibano Hermes Rodrigues Nery, estudioso da família real. Do outro lado da contenda estão historiadores e militantes do Movimento Negro, que questionam o papel de protagonista de D. Isabel na abolição dos escravos.

Pelo lado dos contrários, segundo Wlamyra Albuquerque, historiadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), esta é uma tentativa de “Canonizar D. Isabel a partir do episódio da assinatura da lei de 13 de maio é uma tentativa de reiterar uma memória que silencia sobre o papel do negro na sua própria história”. Outra historiadora, Mary Del Pr
iore, defende que “A emancipação foi resultado da luta desesperada dos cativos, de suas rebeliões e do ódio aos seus senhores”.

Para Nery, a história da abolição foi e é escrita por historiadores republicanos, que, por esta razão, não estavam interessados em registrar os feitos da família Real. Segundo o estudioso, "ela não só acabou com o regime escravocrata como negociou para viabilizar uma solução católica para a abolição”. O impasse continua, e a história novamente se constrói/reconstrói nos dias de hoje. 

Texto de Rafael Gota
Administração Imagens Históricas

Foto: Acervo D. João de Orleans e Bragança.
Uma questão polêmica, mas ainda pouco divulgada, cerca a figura da Princesa Isabel. Na mesa do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, d. Orani João Tempesta, há um pedido de abertura de um processo de beatificação da autora da Lei Áurea pela Igreja Católica. 

Sobre a questão, se posicionam os favoráveis e os que são contra esta beatificação. Os favoráveis são liderados pelo escritor e professor curitibano Hermes Rodrigues Nery, estudioso da família real. Do outro lado da contenda estão historiadores e militantes do Movimento Negro, que questionam o papel de protagonista de D. Isabel na abolição dos escravos. 

Pelo lado dos contrários, segundo Wlamyra Albuquerque, historiadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), esta é uma tentativa de “Canonizar D. Isabel a partir do episódio da assinatura da lei de 13 de maio é uma tentativa de reiterar uma memória que silencia sobre o papel do negro na sua própria história”. Outra historiadora, Mary Del Priore, defende que “A emancipação foi resultado da luta desesperada dos cativos, de suas rebeliões e do ódio aos seus senhores”. 

Para Nery, a história da abolição foi e é escrita por historiadores republicanos, que, por esta razão, não estavam interessados em registrar os feitos da família Real. Segundo o estudioso, "ela não só acabou com o regime escravocrata como negociou para viabilizar uma solução católica para a abolição”. O impasse continua, e a história novamente se constrói/reconstrói nos dias de hoje. 

Texto de @[100002551688974:2048:Rafael Gota]
Administração Imagens Históricas

Foto: Acervo D. João de Orleans e Bragança.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012



Aniversário de 18 Anos de Capoeira Tradição na Cidade de Flexeiras - Al

Programação:

Sábado dia 15 de dezembro
ás 15 horas
Amostra de Vídeo
17 horas
Roda aberta na praça em frente a delegacia

Domingo dia 16 de dezembro
às 09 horas
Roda com a participação dos ex-capoieristas de Flexeiras
às 10 horas
Batizado e troca de cordões
às 12 horas
Almoço para os convidados
às 14 horas
festa de aniversário de 18 anos do Capoeira Tradição na Cidade de Flexeiras - Alagoas.