quinta-feira, 26 de maio de 2011

REINOS AFRICANOS


África Antiga
A região da África Oriental, dos reinos da Núbia, Etiópia e posteriormente Burundi e Uganda, sofreram grande influência religiosa em seu processo de organização cultural e espacial. Conflitos religiosos entre mulçumanos e cristãos foram decisivos para a nova organização desses reinos, a exemplo do Antigo Egito, que teve que se consolidar como Estado mulçumano entre duas potências cristãs – Bizâncio e Dongola. O resultado desses conflitos foi à conquista de Dongola em 1323 pelos mulçumanos, e a tomada gradativa do controle da Núbia em 1504, o que daria um golpe de misericórdia nos reinos cristãos da região. Nos casos da Núbia e da Etiópia, além dos conflitos religiosos existentes, o comércio principalmente com o Egito, foi outra atividade que influenciou diretamente, servindo como estímulo para a criação destes Estados. Esta atividade comercial se dava por rotas que cortavam o deserto do Saara, em caravanas puxadas por cavalos, dificultando o percurso e prejudicando conseqüentemente a atividade comercial, uma vez que o camelo domesticado só foi introduzido no Norte africano no século II da era cristã. Só a partir do domínio mulçumano na região é que as atividades comerciais expandiram-se mais para o sul do continente. Portanto, os conflitos religiosos entre mulçumanos e cristãos, além das atividades comerciais exercidas entre esses povos, foram decisivos para a organização espacial dos territórios da África Oriental, fatos que produzem reflexos atuais na cultura e na religiosidade dos Estados africanos atuais.

ANTIGOS IMPÉRIOS AFRICANOS

Na apresentação das grandes civilizações africanas, em 1000 a.C., povos semitas da Arábia emigram para a atual Etiópia. Depois, em 715 a.C. o Rei de Cush, funda no Egito a 25a dinastia. Em 533 a.C. transfere sua capital de Napata para Meroé, onde, cerca de cinqüenta anos depois, já se encontra uma metalurgia do ferro, altamente desenvolvida. Por volta do ano 100 a.C. desabrocha, na Etiópia, o Reino de Axum. O tempo que se passou até a chegada dos árabes à África Ocidental foi, durante muitos séculos, considerado um tempo obscuro, face à absoluta ausência de relatos escritos, que só apareceram nos séculos XVI e XVII, com o “Tarik-Al-Fattah” e o “Tarik-Es-Sudam”, redigidos, respectivamente, por Muhammad Kati e Abderrahman As Saadi, ambos nascidos em Tombuctu. Mas o trabalho de arqueólogos do século XX, aliado aos relatos da tradição oral, conseguiu resgatar boa parte desse passado. O mais antigo desses reinos foi o da Etiópia. Entre os séculos III e VII, a Etiópia teve como vizinhos outros reinos cristãos: o Egito e a Núbia, contudo, com a expansão do islamismo essas duas últimas regiões caíram sob o domínio árabe e a Etiópia persistiu como único grande reino cristão da África. Antes do efetivo início do processo de islamização do continente africano, a África Ocidental vai conhecer um padrão de desenvolvimento bastante alto. E, os antigos Estados de Gana, do Mali, do Songai, do Iorubá e Benin, são excelentes exemplos de pujança das civilizações pré-islâmicas.


Império do Gana
O Antigo Império Gana teve seu apogeu entre os anos 700 e 1200 d.C. Acredita-se que o florescimento desse império remonte ao século IV. Fundado por povos berberes, segundo uns, e por outros, por negros mandeus, mandês ou mandingas, do grupo soninkê. O antigo nome desse império era Uagadu, que ocupava uma área tão vasta quanto à da moderna Nigéria e, incluía os territórios que hoje constituem o Mali ocidental e o sudeste da Mauritânia. Kumbi Saleh foi uma das suas últimas capitais. Segundo relatos históricos, o Antigo Império de Gana era tão rico em ouro, que seu imperador, adepto da religião tradicional africana, tal como seus súditos, eram denominados “o senhor de ouro”. Com a concorrência de outras potências no comércio do ouro, o Antigo Império Gana começou a declinar. Até que, por volta de 1076 d.C., em nome de uma fé islâmica ortodoxa, os berberes da dinastia dos almorávidas, vindos do Magrebe, atacam e conquista Kumbi Saleh, capital do Império de Gana.
O atual Gana, que antigamente se chamava Costa de Ouro, deve o seu nome moderno ao de um antigo imperío que dominava a África Ocidental durante a Idade Média. O velho Gana ficava a muitos quilómetros mais para norte do actual, entre o deserto do Saara e os rios Níger e Senegal.O Gana foi provavelmente fundado durante os anos 300. Desde essa data até 770 os seus governantes constituíram a dinastia dos Magas, uma família berbere, apesar do povo ser constituído por negros das tribos Soninque. Em 770 os Magas foram derrubados pelos Soninques, e o império expandiu-se grandemente sob o domínio de Kaya Maghan Sisse, que foi rei cerca de 790.Nessa altura o Gana começou a adquirir uma reputação de ser uma terra de ouro. Atingiu o máximo da sua glória durante os anos 900 e atraiu a atenção dos Árabes. Depois de muitos anos de luta, a dinastia dos Almorávidas berberes subiu ao poder, embora não o tenha conservado durante muito tempo. O império entrou em declínio e em 1240 foi destruído pelo povo de Mali.Os soninkés habitavam a região ao sul do deserto do Saara. Este povo estava organizado em tribos que constituíam um grande império. Este império era comandado por reis conhecidos como caia-maga. Viviam da criação de animais, da agricultura e da pesca. Habitavam uma região com grandes reservas de ouro. Extraíam o ouro para trocar por outros produtos com os povos do deserto (bérberes). A região de Gana, tornou-se com o tempo, uma área de intenso comércio. Os habitantes do império deviam pagar impostos para a nobreza, que era formada pelo caia-maga, seus parentes e amigos. Um exército poderoso fazia a proteção das terras e do comércio que era praticado na região. Além de pagar impostos, as aldeias deviam contribuir com soldados e lavradores, que trabalhavam nas terras da nobreza.


O Império do Mali
Os fundados do Antigo Mali teriam sido caçadores reunidos em confrarias ligadas pelos mesmos ritos e celebrações da religião tradicional. O fervor com que praticavam a religião de seus ancestrais veio até bem depois do advento do Islã. Conquistando o que restara do Antigo Gana, em 1240, Sundiata Keita, expandiu seu império, que já era oficialmente muçulmano desde o século anterior. E, o Mali se torna legendário, principalmente sob o mansa (rei) Kanku Mussá, que, em 1324, empreendeu a peregrinação a Meca com a intenção evidente de maravilhar os soberanos árabes.O Antigo Império Gana teve seu apogeu entre os anos 700 e 1200 d.C. Acredita-se que o florescimento desse império remonte ao século IV. Fundado por povos berberes, segundo uns, e por outros, por negros mandeus, mandês ou mandingas, do grupo soninkê.
 O antigo nome desse império era Uagadu, que ocupava uma área tão vasta quanto à da moderna Nigéria e, incluía os territórios que hoje constituem o Mali ocidental e o sudeste da Mauritânia. Kumbi Saleh foi uma das suas últimas capitais. Segundo relatos históricos, o Antigo Império de Gana era tão rico em ouro, que seu imperador, adepto da religião tradicional africana, tal como seus súditos, eram denominados “o senhor de ouro”. Com a concorrência de outras potências no comércio do ouro, o Antigo Império Gana começou a declinar. Até que, por volta de 1076 d.C., em nome de uma fé islâmica ortodoxa, os berberes da dinastia dos almorávidas, vindos do Magrebe, atacam e conquista Kumbi Saleh, capital do Império de Gana.
No século XVI chegou a ser o mais importante entreposto comercial do império, mas os mesmos factores que causaram a decadência da «cidade irmã» – o comércio marítimo dos portugueses, a ocupação marroquina e, depois, francesa – acabaram por torná-la num insignificante centro agrícola dotado de magníficos exemplares de arquitectura islâmica.
Djenné foi igualmente um importante centro de peregrinação e cultura, atraindo peregrinos e estudantes de toda a África ocidental. Durante muito tempo foi uma verdadeira escola de juristas. Os seus monumentos, entre os quais se destaca uma Grande Mesquita que remonta ao século XIII, recorrem ao mesmo tipo de material e técnicas construtivas que os de Tombuctu. O que dá origem a problemas de conservação muito semelhantes.

Império Songai
A organização do Songai era mais elaborada ainda que a do Mali. O Império Songai teria suas origens num antepassado lendário, o gigante comilão Faran Makan Botê, do clã dos pescadores sorkôs. Por volta de 500 d.C., diz ainda a tradição, que guerreiros berberes, chefiados por Diá Aliamen teriam chegado à curva norte do Níger, tomando o poder dos sorkôs. A partir daí, a dinastia dos Diá reina em Kukya, uma ilha perto do Níger, até 1009, quando o reino se converte oficialmente ao islamismo e transfere a capital para Goa, onde a dinastia reina até 1335. Nesse ano, o povo songai se liberta do Antigo Mali, de quem se tornara vassalo em 1275 e, começa a conquistar as regiões vizinhas.
O Império Songhai, também conhecido como o Império Songhay foi um estado pré-colonial africano e grande civilização oriental, em Mali. Do início dos século XV até o final do século 16, Songhai foi um dos maiores impérios africanos da história. Este império tinha o mesmo nome de seu grupo étnico líder, os Songhai. Sua capital era a cidade de Gao, onde uma pequeno estado Songhai já existia desde o século XI. Sua base de poder era sobre a volta do rio Níger nos dias atuais Níger e Burkina Faso. Antes do Império Songhai, a região tinha sido dominada pelo Império Mali, uma das civilizações mais ricas da história do mundo. Mali tornou-se famoso devido à sua imensa riqueza obtida através do comércio com o mundo árabe, e os lendários hajj de Mansa Musa. No início do século XV, o Império do Mali começou a declinar. As disputas pela sucessão enfraqueceram a coroa e muitos afastaram-se. Os Songhai foram um deles, fazendo a cidade proeminente de Gao a sua nova capital.
A cidade do Songhai originou-se na região de Dendi, do noroeste de Nigéria e o rio expandido chega gradualmente de Níger, no século VIII. No ano 800, estabeleram uma cidade do mercado florescendo em Gao. Aceitaram o Islão em torno do ano 1000. Por diversos séculos, dominaram os estados adjacentes pequenos, quando foram controlados ao mesmo tempo pelo império poderoso de Mali ao oeste.


Império Kanem-Bornu
Outro grande Estado da África Negra, florescido por essa época, no norte da atual Nigéria, foi Kanem-Bornu, em torno do ano 800 d.C. As cidades-estados haussás, situadas entre o Níger e o Chade que se encontram em uma grande encruzilhada. Constituíram-se por volta do século XII, em redor das vias comerciais que ligavam Trípolis e o Egito à floresta tropical, por um lado, e, por outro lado, o Níger ao alto vale do Nilo pelo Darfur. Os haussás ou a classe dirigente são negros que habitavam muito mais ao norte e a leste do que hoje. Junto com o Mali e o Songai, um dos mais vastos impérios dos grandes séculos africanos foi o Kanem-Bornu. A sua influência, no seu período de maior esplendor, estendia-se da Tripolitânia e do Egito até ao Norte dos Camarões atuais e do Níger ao Nilo. Nas origens do Kanem encontra-se a conjunção dos nômades e dos sedentários.
Império Iorubá
A sudeste da atual Nigéria constituíra-se o poderoso e dinâmico grupo Ibo. Possuía uma estrutura ultrademocrática que favorecia a iniciativa individual. A unidade sociopolítica era a aldeia. No sudoeste, desenvolveram-se os principados iorubás e aparentados, entre os séculos VI e XI. As suas origens, mergulhadas na mitologia dos deuses e semideuses, não nos fornecem, do ponto de vista cronológico, informações suficientes. O grande passado de todos estes príncipes é Odudua. Seria ele próprio filho de Olodumaré, que para muitos seria o Nimrod de que fala a Bíblia, ou segundo a piedosa tradição islâmica, de Lamurudu, rei de Meca. O seu filho Okanbi, teria tido sete filhos que vieram a ser todos “cabeças coroadas”, a reinar em Owu, Sabé, Popo. Benin, Olé, Ketu e Oyó. Por volta do século XII, Ifé era uma cidade-estado cujo soberano o Oni, era reconhecido como chefe religioso pelas outras cidades iorubás. É que Ifé, fora o lugar a partir de onde as terras se teriam espalhado sobre as águas originais para, segundo a tradição, fazerem nascer o mundo. Os iorubás foram expulsos da antiga Oyó pelos Nupês (Tapas) estabelecendo-se no que é a Oyó de hoje.
A partir do século XVI o poder da cidade-Estado de Oyó cresce até unificar toda as cidades-Estado ioruba. O alafin (rei de Oió) exerce a soberania temporal dos iorubas e também começa a questionar a legitimidade de Ifé, deificando Xangô, antigo rei oioano, como divindade principal.No século XVII o Império de Oyó dominará grande parte da Nigéria, incluindo o Reino de Daomé. A civilização dos iorubas alcançou grande prosperidade, notavelmente em relação à vida urbana. Censos iorubas de 1850 revelam 10 cidades com mais de 100 mil habitantes.


O Império de Oyo Yoruba (c. 1400 - 1835) foi um império da África Ocidental onde é hoje a Nigéria ocidental. O império foi criado pelos Yoruba, no século XV e cresceu para se tornar um dos maiores estados do Oeste africano encontradas pelos exploradores coloniais. Aumentou a vantagem riqueza adquirida através do comércio e de sua posse de uma poderosa cavalaria. O império de Oyo foi o estado mais importante politicamente na região de meados século XVII ao final do século XVIII, dominando não só outras monarquias Yoruba nos dias atuais Nigéria, República do Benim, e Togo, mas também outras monarquias africanas, sendo a mais notável o reino Fon do Dahomey localizado no que é hoje a República do Benim).


Império do Benin 
Famoso por sua arte, o Benin, situado à sudeste de Ifé, foi fundado, segundo a tradição, também por Oranian, pai de Xangô, sendo então, intimamente aparentado com Oyó e Ifé. A primeira dinastia a reinar teve, segundo mitos, primeiro doze Obas (reis) e terminou por uma revolta, quando se constituiu em reino. Seu apogeu ocorreu no século XIV, com a capital Edo, que perdura até hoje. A cultura nagô, evidenciada nesta pesquisa, tem procedência no grupo dos escravos sudaneses do império iorubá, acima citado, em suas origens.Na verdade a denominação “nagô” foi dada, no Brasil, a língua iorubá que foi, na Bahia, a “língua geral” dos escravos, tendo dominado as línguas faladas pelos escravos de outras nações. O iorubá compreende vários subgrupos e dialetos, entre os quais o Egbá, que inclui o grupo Ketu e Ijexá, das tribos do mesmo nome, cujos rituais foram adotados, principalmente o Ketu, pelos candomblés mais conservadores. Do ewe “anago”, nome dado pelos daomeanos aos povos que falavam o iorubá, tanto na Nigéria como no Daomé (atual Benin), Togo e arredores, e que os franceses chamavam apenas nagô.
O reino possuí uma origem mítica: teria sido fundado por Oranian, um ioruba. A sede é a cidade de Ubini.No século XVI é proibido a escravidão masculina, numa política de estímulo demográfico. O oba mantinha o monopólio na produção e circulação do marfim e da Pimenta.
O território onde o Benim se localiza era ocupado no período pré-colonial por pequenas monarquias tribais, das quais a mais poderosa foi a do reinado Fon de Daomé. A partir do século XVII, os portugueses estabelecem entrepostos no litoral, conhecido então como Costa dos Escravos. Os negros capturados são vendidos no Brasil e no Caribe. No século XIX, a França, em campanha para abolir o comércio de escravos, entra em guerra com reinos locais. Em 1892, o reinado Fon é subjugado e o país torna-se protetorado francês, com o nome de Daomé. Em 1904 integra-se à África Ocidental Francesa. O domínio colonial encerra-se em 1960, quando Daomé torna-se independente, tendo Hubert Maga como primeiro presidente. A partir de 1963, o país mergulha na instabilidade política,com seis sucessivos golpes militares.
Em 1972, um grupo de oficiais subalternos toma o poder e institui um regime esquerdista, liderado pelo major Mathieu Kérékou, que governa até 1990. Kérékou nacionaliza companhias estrangeiras, estatiza empresas privadas de grande porte e cria programas populares de saúde e educação. A doutrina oficial do Estado é o marxismo-leninismo, mas a agricultura e o comércio permanecem em mãos privadas. Em 1975, o país passa a designar-se Benim. O regime político entra em crise na década de 1980, e o governo recorre a empréstimos estrangeiros. Uma onda de protestos, em 1989, leva Kérékou a promover uma abertura política e econômica. Com a instituição do pluripartidarismo, surgem mais de 50 partidos. Nicéphore Soglo, chefe do governo de transição formado em 1990, é eleito presidente em 1991.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Você Sabia?

Você sabia?
   Momento Manguaça Cultural

     Antigamente,  no  Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o
     caldo   da   cana-de-açúcar   em   um   tacho   e  levavam  ao  fogo.
     Não  podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
      Porém  um  dia,  cansados  de  tanto  mexer  e com serviços ainda por
     terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
     O que fazer agora?
      A  saída  que  encontraram  foi  guardar o melado longe das vistas do
      feitor.
     No   dia   seguinte,   encontraram   o   melado   azedo   fermentado.
      Não  pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e
     levaram os dois ao fogo.
      Resultado:  o  'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi
     evaporando  e  formou  no  teto do engenho umas goteiras que pingavam
      constantemente.
      Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.
      Quando  a  pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos
     feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'
      Caindo  em  seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam
      que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.
     E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

      (História contada no Museu do Homem do Nordeste).

  Não basta somente beber, tem que conhecer!
Vivendo, bebendo e aprendendo!!!


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Alagoas Terra da Luta Pela Liberdade


Camaradas,

ALAGOAS É A REPÚBLICA dos Alagoanos que lutaram e lutam por LIBERDADE, 
é a REPÚBLICA dos marechais, DOS SILVÍCULAS CAÉTES, dos negros, dos brancos, dos amarelos, dos senhores de engenho, DOS CAMPONESES E DOS PROLETÁRIOS que continuam lutando por LIBERDADE.
A história de ALAGOAS se confunde com o movimento brasileiro por LIBERDADE. Iniciando com os Silviculas Caambembes que povoavam as serras alagoanas, precisamente dos DOIS IRMÃOS (entre Viçosa e Cajueiro), LIZA (Chã Prêta) e da BARRIGA (União dos Palmares) onde praticavam a dança circular para treinamento de guerra em um CIRCULO DE MATO CORTADO denominada "CAÀ-PUÊRA" e que até hoje, seus descendentes transmitem através da oralidade dos mais velhos para os mais novos, lutando para trazer de volta à Alagoas, esta DANÇA CIRCULAR que com a corruptela de capoeira foi levada para o Estado da Bahia, por Quilombolas, e apropriada como baiana indevidamente. A REVOLUÇÃO PALMARINA deve, fundamentalmente, aos silviculas caetes que transmitiram aos quilombolas o treinamento para guerra, ensinando nos quilombos, nas serras alagoanas e no litoral, a melhor luta por LIBERDADE, historicamente requesitada por valentes guerreiros alagoanos que jamais se curvaram ao jugo dos opressores. É de bom alvitre explicitar que, segundo os serviços arqueológicos efetivados na serra da barriga por SCOTT, foram encontradas ossadas de SILVICULAS em sua maioria.
A história das Alagoas é tradicionalmente escrita por BRAVOS ALAGOANOS que lutaram e lutam, em defesa do que é publico - RES PUBLICA, tendo como marco inicial, a PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, consolidada pelos MARECHAIS ALAGOANOS, DEODORO DA FONSECA e  FLORIANO PEIXOTO.
O primeiro movimento REVOLUCIONÁRIO BRASILEIRO foi indubitávelmente a REVOLUÇÃO DE PALMARES, com a participação de SILVICULAS, brancos e negros,  tendo  concretizada a DEMOCRACIA com o movimento das DIRETAS  e o Pacto Social defendido por TEOTONIO VILELA (PROJETO BRASIL) TANCREDO NEVES e  ULISSES GUIMARÃES fulcrados no "CONTRATO SOCIAL" DE RUSSEAU, e nos Manuscritos Economicos e Filosóficos de Karl Marx.
Os alagoanos, continuamos lutando por Liberdade, continuamos defendendo a REPUBLICA DO BRASIL, a exemplo do Patriota ALDO REBÊLO, dos revolucionários Ruy Sales Costa, Renildo Calheiros, Maria Ivone Loureiro, Marcos Farias Costa, Graciliano Ramos, Tavares Bastos, e tantos outros não menos importantes como Djavan, Marta, José Eduardo Canuto, Pontes de Miranda, Aurelio buarque de Holanda, etc...
NÃO EXISTE EM ALAGOAS RACISMO INSTITUCIONALIZADO. O que existe é a incompetência dos alagoanos na defesa de uma sociedade que trate da PRODUÇÃO  de forma coletiva. Os alagoanos, devemos ESTUDAR desde a tenrra idade, a filosofia MARXISTA, conclamando: REPUBLICANOS DO BRASIL - UNI-VOS. 
Não devemos privilegiar NEGROS e sim, transformarmos o BRASIL em uma sociedade IGUALITÁRIA, JUSTA E FRATERNA, distribuindo dignidade e Justiça para todos, independentemente da quantidade de melanina existente em sua pele. Sou NEGRO, BRANCO, AMARELO e fundamentalmente VERMELHO, de pele e alma VERMELHA, de cultura vermelha, vermelho rubro, fecundo, REVOLUCIONÁRIO. B R A S I L E I R O.
Do Camarada para todo o sempre,
Volney Rebelo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Baqueta e Dobrão

Baqueta
  É uma vareta de madeira, com aproximadamente 30 a 40 centímetros, tendo uma extremidade mais grossa que a outra. A vareta é normalmente feita de biriba.


Dobrão
  Usado para auxiliar as variações de toques do berimbau, geralmente é uma pedra, mas também se utiliza moeda.

BERIMBAU


Berimbau  É um instrumento de percussão (corda percutida) da família dos cordofones e de origem Africana.
  A música na Capoeira se relaciona intimamente com o movimento, o jogo e a espiritualidade. Isso acontece na maioria das manifestações culturais africanas. (O som do berimbau é tido como místico, sorumbático, intermitente e obsessivo, que não raro leva seus praticantes a um estado de total desprendimento e descontração muscular.) Portanto ela é um elemento essencial à capoeira. Através dela o capoerista expressa seus movimentos e sentimentos, integrando o corpo e a mente na hora do jogo, para marcar este ritmo se utiliza vários instrumentos e quem comanda esse tipo de jogo é o berimbau, para ser mais específico eu diria que é quem faz tudo isso e os demais acompanham ele.
A lenda
  Diz a lenda, que uma menina saiu a passeio , ao atravessar um córrego, abaixou-se para tomar água no côncavo de suas mãos. No momento em que saciava sua sede, um homem deu-lhe uma pancada na nuca. Ao morrer a menina se transformou imediatamente em um arco musical, seu corpo se converteu na madeira; seus membros na corda; sua cabeça na caixa de ressonância e seu espírito na música dolente e sentimental. ( Lenda existente no Leste norte da África)
  Os atuais capoeiristas dizem, entretanto, que o som do berimbau é metálico e triste por ser veículo derivado das mágoas dos pretos escravos no recesso das senzalas quando as saudades da pátria distante lhe amarguravam a alma...
Origem
  Não se sabe ao certo quando e quem o inventou. É impossível saber qual teoria mais certa, estima-se que o arco musical tenha surgido por volta de 15000 A.C. (vários outros instrumentos derivados do arco foram encontrados nas mais diversas regiões do mundo, Novo México, Patagonia, Africa e estiveram presentes nas mais variadas civilizações, entre elas a egípcia, feníncia, hindu, persa, assíria.) Porem há registros do berimbau da forma que conhecemos na África. De lá ele foi trazido ao Brasil pelos escravos africanos, popularizou-se através das manifestações populares como o samba de roda, candomblé e capoeira entre outras.
  No Brasil e na Africa é ainda conhecido pelos seguintes nomes: urucungo, urucurgo, orucungo, oricungo, uricungo, rucungo, ricungo, berimbau de barriga, gobo, marimbau, bucumbumba, bucumbunga, gunga, macungo, matungo, mutungo, aricongo, arco musical e rucumbo.Em Cuba é chamado de sambi, pandigurao, gorokikamo e burumbumba.
  O Berimbau é um elemento fundamental na capoeira, sendo respeitado pelos capoeristas antes de iniciarem um jogo. Alguns o consideram um instrumento sagrado. Ele comanda a roda de capoeira, dita o ritmo e o estilo de jogo.

Tipos mais usados na capoeira:
1-O Berra-boi ou Gunga - Berimbau de cabaça grande (maior que o normal) e som grave, cuja função é fazer a base do ritmo puxado pelo Médio, como se fosse um contrabaixo.
2-O Médio ou de Centro - Berimbau de cabaça de tamanho médio , produz som médio grave e tem a função de coordenar o ritmo de jogo dos capoeristas;como se fosse um violão ou guitarra de ritmo.
3-O Viola ou Violinha- Berimbau de cabaça menor, produz som agudo e tem a função de fazer os solo, contratoques e improviso.
Obs.: Existe também um conhecido por berimbau rodeio, que é aquele que tanto o som agudo quanto o grave é emitido com perfeição.
Complementação
  A complementação da bateria ou orquestra de uma roda de capoeira se dá com instrumentos de percussão:
     1 Atabaque;
     2 Pandeiros;
     1 Reco-Reco;
     1 Agogô.
  Conforme o regulamento desportivo internacional (de adoção obrigatória no Brasil nos termos ao Parágrafo 1º do Art. 1º da Lei Federal 9615 de 24/03/1998) a organização das orquestras/baterias, os instrumentos devem ficar na seguinte ordem na Capoeira Angola (vista de frente, da esquerda para direita): Pandeiro externo (que poderá ser substituído por um reco-reco), Pandeiro interno, Berimbau Viola ou Agudo, Berimbau Médio ou de Centro, Berimbau Berra-boi ou Grave, Agogô, Atabaque. Na Capoeira Regional (vista de frente, da esquerda para direita): Pandeiro externo, Berimbau Rodeio ou Gunga, Pandeiro externo.
Obs.: O Reco-reco nunca poderá ser acrescentado à formação acima descrita. O referido instrumento somente entrará na formação em substituição ao pandeiro externo. A formação da orquestra acima descrita obecede uma formação técnica musical. Olhando de frente para a orquestra ficará do lado direito, isto é, da posição de quem está tocando o atabaque ficará do lado esquerdo.
Berimbau de Barriga
  Hoje chamado simplesmente de Berimbau em algumas localidades também é conhecido como berimbau de peito e é composto por um arco de uma vara de madeira de comprimento aproximado de 1,20m a 1,50cm e um arame de metal em tensão no arco. A caixa de ressonância é uma cabaça vazia presa num estremo do arco.
Como se segura
  Se segura na vertical segurando o arco com uma das mãos e segurando uma pequena pedra (dobrão) com o indicador e polegar fazendo pressão no arame para alterar o som quando tocá-lo.
  O som também é alterado aproximando e afastando a cabaça da barriga. A outra mão percute o arame com um pequeno bambu ou pau (40cm aproximadamente) e segurando um pequeno caixixi (pequeno instrumento de percussão, normalmente preenchido com sementes secas).
Como se toca
  O Berimbau é tocado percurtindo uma vaqueta (varinha de madeira) sobre o arame (aço de pneu de carro) com um caxixi ( pequena cesta de palha ou vime) com sementes dentro que produz um som de chocalho que é segurado entre os dedos e na palma da mão, encostando-se um dobrão ( moeda de cobre) no arame de aço , produzindo assim o som característico do instrumento.

Lembrem-se
  O berimbau é que cria o clima e dita o jogo que vai acontecer na roda. Dizem os velhos mestres que "O berimbau ensina" eles criam uma corrente e uma vibração que, junto com as palmas, os cantos, o pandeiro e o atabaque, influenciam os jogadores.
Berimbau de Boca
  O berimbau de boca tem dimensões mais reduzidas e era muito utilizado na época da colonização, quando a capoeira era proibida;Também conhecido como "marimbau" ou "marimba", é um pequeno instrumento de metal arqueado em forma de diapasão sem cabo, que os escravos usavam preso aos dentes, com os quais faziam soar as pontas do metal. O formato de diapasão sem cabo é semelhante a um grampo de cabelo, porém um pouco maior. A caixa de ressonância é a própria boca do tocador e a percussão era feita com o polegar. O som deste é semelhante a uma mola e o movimento da língua altera este curioso som..Atualmente, o berimbau de boca não é mais usado, apesar de alguns mestres antigos, especialmente de Capoeira Angola ainda saberem tocá-lo. É uma peça raríssima, encontrada mais possivelmente em museus.
Na Bahia antigamente existia o outro tipo de berimbau de boca, que era um arco musical com corda de cipó Timbó, a caixa de ressonância, seja sustentando a madeira entre os dentes com a corda fora da boca, ou seja, deixando a corda vibrar na cavidade oral, com a madeira fora, utilizava-se uma faca como dobrão.
  Atualmente é um instrumento raro de ser encontrado.

Berimbau de bacia
   Utilizado principalmente na África, duas latas eram colocadas no chão, e um arco que chegava a ter 04 metros era colocado sobre cada uma dessas latas, uma pessoa ficava segurando a madeira, enquanto outra tocava.
A técnica do berimbau
  Segura-se o berimbau uma das mão na altura da cabaça, com a mesma mão segura a moeda que durante o toque do berimbau será várias vezes presionada contra o arame mudando o tom do som do berimbau. A cabaça deve ficar na altura do abdomem do tocador pois este modifica seu som aproximando e afastando a cabaça de seu corpo. Com a vareta na outra mão executa-se as batidas no arame do berimbau, e na mesma mão da vareta o tocador segura o caxixi preenchendo o som da batida da vareta com o som do caxixi, uma especie de chocalho.
As variações dos toques (ritmos) do berimbau são inúmeras, entre elas:                                                      
  Angola
  São Bento Grande de Bimba
  São Bento Grande de Angola
  São Bento Pequeno
  Iúna
  Cavalaria
  Santa Maria
  Benguela     
Miscelâneas(compilação de várias peças literarias)
  Em 1826 o artista francês Jean Baptiste Debret retrata um tocador de berimbau em "Joueur d'Uruncungo".
  O instrumento é conhecido por ser tema de uma canção popular de Baden Powell de Aquino, um violonista brasileiro. A letra da música foi escrita por Vinícius de Moraes.
  Considerado um dos maiores percussionistas do planeta Nana Vasconcelos especializou-se em instrumentros brasileiros, em especial o berimbau.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ATABAQUE

Atabaque (instrumento musical)  É geralmente feito de madeira de lei como o jacarandá, cedro ou mogno cortada em ripas largas e presas umas às outras com arcos de ferro de diferentes diâmetros que, de baixo para cima dão ao instrumento uma forma cônico-cilíndrica, na parte superior, a mais larga, são colocadas "travas" que prendem um pedaço de couro de boi bem curtido e muito bem esticado. É o atabaque que marca o ritmo das batidas do jogo. Juntamente com o pandeiro é ele que acompanha o solo do berimbau.
Origem:
Atabaque (ou Tabaque) - Instrumento musical de percussão.
O nome é de origem árabe: at-tabaq (prato).
  O termo atabaque é de origem árabe, mas sua origem é presumivelmente Persa, foi introduzido na África por mercadores que entravam no continente através dos países do norte, como o Egito.
  
Constitui-se de um tambor cilíndrico ou ligeiramente cônico, com uma das bocas cobertas de couro de boi, veado ou bode.
  É tocado com as mãos, com duas baquetas, ou por vezes com uma mão e uma baqueta, dependendo do ritmo e do tambor que está sendo tocado.
Atabaque (Para o Candomblé)
  No candomblé é considerado objeto sagrado.
Origem (Para o Candomblé)
  Diz-se de origem africana, é usado em quase todos rituais afro-brasileiro, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacionados e influenciados pela tradição africana. De uso tradicional na música ritual e religiosa, empregados para convocar os Orixás.
  O atabaque maior tem o nome de RUM o segundo tem o nome de RUMPI e o menor tem o nome de LE.
  Os atabaques no candomblé são objetos sagrados e renovam anualmente esse Axé. São usados unicamente nas dependências do terreiro, não saem para a rua como os que são usados nos Afoxés, estes são preparados exclusivamente para esse fim.
  Os atabaques são encourados com os couros dos animais que são oferecidos aos Orixás, independente da cerimônia que é feita para consagração dos mesmos quando são comprados, o couro que veio da loja geralmente é descartado, só depois de passar pelos rituais é que poderá ser usado no terreiro.
  O som é o condutor do Axé do Orixá, é o som do couro e da madeira vibrando que trazem os Orixás, são sinfonias africanas sem partitura.
  Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu), Xicarangoma (nações Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo RUM (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no RUM que o Orixá vai executar sua coreografia, de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o RUMPI e o LE.
  Essa é a diferença entre o atabaque do candomblé e do atabaque instrumento musical comprado nas lojas com a finalidade de apresentações artísticas, que normalmente são industrializados para essa finalidade.
  Segundo Edson Carneiro, o som do atabaque é o mesmo tam-tam de todos os povos primitivos do mundo.   Consiste numa pele seca de animal esticada sobre a extremidade de um cilindro oco.
  No tempo de Manuel Querino havia várias espécies de tabaques como eram chamados na época: pequenos Batá, grandes Ilú e os atabaques de guerra, Batá-côtô, que desempenharam grande papél nos levantes de escravos, na Bahia no começo do século XIX, o que determinou a proibição expressa de sua importação desde 1835.
Ilu de Pernanbuco
  No Recife se toca ilu, na Bahia, se toca atabaques. No Maranhão se toca tambor. O ritmo do Maranhão é diferente do de Pernambuco e o de Pernambuco é similar ao tocado na Bahia. A diferença está nos instrumentos.
Inhã do Rio Grande do Sul
  No Batuque os atabaques são um pouco diferentes do que é usado no Candomblé.
  Dos instrumentos da foto o maior (branco e vermelho) é chamado de Inhã e o tambor vermelho é o de uso tradicional da Nação Ijexá.
  Os outros dois instrumentos do centro são o Agê (instrumento feito com uma cabaça inteira trançada com cordão e contas diversas), no Candomblé é chamado de Afoxé.
Toque
  É a percussão dos tambores ou atabaques que varia de acordo com a nação do Candomblé. Essa percussão pode ser feita com as mãos ou com duas varetas de nome aguidavi, ou por vezes com uma mão e um aquidavi, dependendo do ritmo (toque) e do atabaque que está sendo tocado.
  Na Angola e Congo são tocados só com as mãos, não se faz uso dos aguidavi.
  A palavra também pode ser usada como toque de candomblé referindo-se as festas públicas, ou toque de orixá
alguns exemplos:
o toque de Oxóssi é o Agueré.
o toque de Obaluaiyê é o Opanijé
o toque de Xangô é o Alujá
o toque de Oxum é o Ijexá
o toque de Oyá é o Ilu
o toque de Oxalá é o Igbi
Outros toques:
Adahun
Hamunha
BravunSetó
Congo de Ouro
Barravento
muzenza
  Na roda de capoeira ele também é usado para acompanhar a orquestra, que dita o jogo/toque que é diferenciado para os rítmos angola, regional e maculelê; a ser tocado no berimbau e jogado pelos participantes (neste ultimo não se usa berimbau).




SOBRE ATABAQUES:

Rum, Rum¬pi e o Lê. O Rum é o atabaque maior, o Rumpi seria o segundo ataba¬que maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque que acompanha o Rumpi. O Rum também é usado para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo. 


Existem também outros tipos de componentes que se usam junto com os ataba¬ques, como por exemplo, o agogô, chocalho, triângulo, pandeiro, etc. 

O tambor mais antigo foi en¬contrado em uma escavação de 6.000 anos A.C. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco. Es¬tes troncos eram cobertos nas bor¬das com peles de alguns répteis, e eram percutidos com as mãos, depois foram usadas peles mais resistentes e apareceram as primeiras baquetas. O tambor com duas peles veio mais tarde, assim como a variedade de tamanho.


De origem africana, o atabaque é usado em quase todos os rituais afro-brasileiros, típico do Candomblé e da Umbanda e de outros estilos relacio¬nados e influenciados pela tradição africana a exemplo da própria Capoeira. 

Na década de trinta do século XX, Mestre Bimba houvera abolido o atabaque da Capoeira Regional, face representar o Candomblé na Bahia, cuja classe dominadora da época, entendia ser uma religião profana, portanto, discriminada e de difícil aceitação pela burguesia.

CAXIXI

O caxixi é instrumento idiofone do tipo chocalho, de origem africana. É um pequeno cesto de palha trançada, em forma de campânula, pode ter vários tamanhos e ser simples, duplo ou triplo; a abertura é fechada por uma rodela de cabaça. Tem uma alça no vértice.

Possui contas de acrílico ou sementes secas no interior para fazê-lo soar. É usado principalmente como complemento do berimbau, mas encontra muitas aplicações dentro da percussão em geral.


PANDEIRO

A definição dos doutores, direto da Wikipedia:

Pandeiro é o nome dado a vários instrumentos musicais de percussão que consistem numa pele esticada numa armação (aro) estreita, que não chega a constituir uma caixa de ressonância.

Essa armação é geralmente circular (por exemplo, na pandeireta), mas pode ter outros formatos (por exemplo, quadrangular no adufe). Enfiadas em intervalos ao redor do aro, podem existir platinelas (soalhas) duplas de metal, ou não (por exemplo, no tamborim). Pode ser brandido para produzir som contínuo de entrechoque, ou percutido com a palma da mão e os dedos.

No Brasil, a palavra "pandeiro"veio a designar um pandeiro específico, de dimensões que variam de 8 a 12", muito usado no samba, mas não se limitando a esse ritmo, sendo encontrado no baião, côco, maracatu e por isso, considerado por alguns o instrumento nacional do Brasil.

Mas todo tocador sabe que pandeiro é alma de bode em esqueleto de pau. Pandeiro é gritador de acordar os pés e remelexer os joelhos.


Existe pandeiros de duas estirpes:

Pandeiros com tarraxas: são afináveis mediante o uso de uma pequena chave-de-boca (acompanha o instrumento, na compra), que permite variar a tensão do couro.

Pandeiros sem tarraxas: o couro é aplicado diretamente sobre o aro de madeira, de forma que a tensão só pode ser ajustada mediante a variação de temperatura e umidade. Pandeiros sem tarraxas são de se afinar a calor - seja de fogo, sol, fogão ou fogueira.





Pandeiros sem tarraxas

AGOGÔ


Um agogô (do iorubá "agogô", o que significa "sino") constitui-se de um ou mais sinos, unidos por uma haste. As origens do instrumento estão na cultura iorubá, sendo tradicionalmente feito de ferro. Em tempos atuais, o agogô pode ser encontrado construído em aço, ou em madeira - nesse caso, os "sinos" são representados por dois cocos de sapucaia ou duas cascas de castanha do Pará.


Existem agogôs de quatro tipos:


Agogô de aço, sino duplo
Agogô de aço, sino triplo
Agogô de sapucaia
Agogô de castanha do Pará

Agogô de aço sino duplo

Agogô de aço sino triplo

Agogô de Sapucaia

Agogô de Castanha do Pará

Reco-Reco

Reco-reco inteiriço


Reco-reco meio corpo
O reco-reco é um instrumento tocado por fricção. Geralmente tem formato cilíndrico, e apresenta ranhuras ao longo do corpo. Ao se friccionar uma vareta contra o instrumento as ranhuras produzem som - que é amplificado pelo corpo oco.

Existe vários tipos de reco-recos:



Reco-reco de metal de 2 e de 3 molas
  • de corpo inteiriço: corpo feito em bambu
  • de meio-corpo: o gomo do bambu é partido ao meio, e o fundo do instrumento é recoberto com folha de compensado. Apresenta um pegador no fundo do instrumento.
  • de metal, com 2 molas: feito em aço cromado
  • de metal, com 3 molas: feito em aço cromado


    quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

    Contra Mestre Leto na Serra da Barriga

     Contra Mestre Leto participou da Roda de Mestres, contra mestres e professores de capoeira realizado pela FALC no palco principal na Serra da Barriga, no dia 20 de novembro, dia da consciencia negra, onde estave presente a maioria dos mestre de capoeira do estado de Alagoas.
     Esse momento foi assistido por autoridades e todo público que contemplava esse grande dis de reflexão para toda sociedade Brasileira.
    O Contra Mestre participou ainda de várias rodas que aconteceram no dia.

     E no final da tarde participou também da roda com as crainças do grupo de Capoeira Tradição o qual faz parte.